Em termos simples — A exposição líquida subtrai posições vendidas das compradas. O saldo pode ser pequeno mesmo quando as duas pernas são grandes.
A exposição líquida é a soma com sinal de exposições comparáveis:
líquida = Σ EiCom +R$ 120 long e −R$ 80 short, a líquida é +R$ 40 e a bruta é R$ 200. A operação requer mesma unidade, moeda, instante e convenção.
O saldo que está sendo medido
Pode-se calcular líquida nocional, por beta, delta, DV01 ou moeda. Cada versão responde a um fator diferente. Uma carteira líquida zero em nocional pode continuar exposta a volatilidade, curvatura, basis, vencimento ou crédito.
Hedge não é cancelamento universal
Compensação funciona apenas enquanto as pernas respondem conforme a relação assumida e permanecem disponíveis. Correlação pode mudar; um contrato pode vencer antes; a liquidez pode desaparecer; contraparte e moeda podem divergir.
Por isso, “market neutral” precisa declarar o fator neutralizado. A exposição líquida deve ser acompanhada por bruta, sensibilidades, cenários e risco de contraparte.
Neutralidade por fator
Uma carteira pode ser neutra em nocional e ainda ter beta positivo. Pode ter delta zero e gamma ou vega altos. Pode ter DV01 total pequeno e posições opostas em vértices diferentes da curva. Por isso a neutralidade deve nomear fator, choque, unidade e intervalo em que a aproximação é usada.
Sensibilidades mudam. Um hedge de delta exige atualização quando preço e tempo alteram as gregas; um hedge de beta depende da estabilidade da relação com o benchmark; um hedge de taxa pode falhar em uma torção da curva.
Saldo e escala juntos
Exposição líquida deve ser mostrada ao lado da bruta. A líquida informa direção residual; a bruta informa quanto das duas pernas precisa ser financiado, executado ou substituído. Em default de contraparte, a compensação esperada também pode não estar disponível no mesmo tempo.
Controles por cenário completam a leitura: aplicam movimentos diferentes às pernas e revelam quando uma posição aparentemente neutra se torna direcional. O resultado deve preservar as contribuições para que o saldo possa ser reconstruído.
Fontes
- U.S. Securities and Exchange Commission, Derivatives Use by Investment Companies.
- Basel Committee, Market risk — MAR21.
- Basel Committee, Standardised approach for counterparty credit risk — CRE52.
- Basel Committee, Counterparty credit risk: IMM — CRE54.