Em termos simples — Exposição descreve a que movimento ou entidade uma posição responde e em qual escala. Não informa sozinha quanto será perdido.
Uma exposição é uma relação quantificada entre uma posição e um preço, fator, moeda, contraparte ou evento. Dizer apenas “exposição de R$ 100 mil” é incompleto: é preciso declarar base, sinal, unidade, instante e convenção.
Formas comuns
Exposição nocional usa o valor de referência. Exposição direcional conserva o sinal long ou short. Exposição por fator ajusta a posição por beta, delta, duration ou outra sensibilidade. Exposição de contraparte mede o valor que pode ser perdido em inadimplemento.
Essas medidas não são somáveis sem conversão. R$ 1 milhão de nocional, beta 0,8 e DV01 de R$ 500 respondem a fatores e unidades diferentes.
Exemplo
Uma posição comprada de +R$ 120 e outra vendida de −R$ 80 têm exposição bruta de R$ 200 e líquida de +R$ 40 na convenção escolhida. O saldo não mostra risco de base, volatilidade, vencimentos ou contraparte.
Controle
Registre fonte do preço, moeda, data, agregação, hedges e tratamento de derivativos. Recalcule quando preço e sensibilidades mudarem. Para decisões, combine exposição com cenários, liquidez e risco agregado.
Sinal, horizonte e atualização
O sinal precisa seguir uma convenção estável. Long pode ser positivo e short negativo, mas uma opção vendida ou um swap pode exigir leitura por fator. O horizonte também importa: exposição de fechamento, média diária e máximo intradiário não são a mesma medida.
Preço e sensibilidade mudam com o mercado. Uma posição sem novos negócios pode ganhar exposição porque o subjacente subiu, o delta mudou ou a moeda se moveu. O sistema deve separar mudança causada por trade daquela causada por mercado ou modelo.
Exposição e perda
Para chegar à perda, aplique um choque e reavalie a posição. Em um caso linear, a multiplicação por variação de preço pode bastar; em opções, crédito e produtos com barreiras, a resposta pode mudar de forma abrupta. Liquidez e custos determinam se a exposição pode ser reduzida no horizonte assumido.
Uma medida útil deixa claro o que não inclui. Exposição de mercado pode omitir contraparte; exposição de contraparte pode omitir risco de preço depois de um default; nocional pode omitir ambos.
Fontes
- U.S. Securities and Exchange Commission, Derivatives Use by Investment Companies.
- CFTC, Futures Glossary.
- Basel Committee, Market risk — MAR21.
- Basel Committee, Counterparty credit risk — CRE51.