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Risco de contraparte

Risco de perda se a contraparte inadimplir antes do acerto final enquanto o contrato ou conjunto de netting tem valor positivo. Não é sinônimo de corretora ou bolsa.

Em termos simples — Se um contrato tem valor a seu favor e a outra parte quebra antes de pagar, substituir esse contrato pode gerar perda.

O risco de contraparte é uma forma bilateral de risco de crédito. A exposição varia com o valor de mercado do contrato e pode mudar de lado durante sua vida. Corretora, local de negociação, custodiante, contraparte e câmara central não são o mesmo papel.

Intermediação e contraparte não são sinônimos A entidade jurídica, a função contratual e a infraestrutura determinam onde cada risco realmente nasce. CYCLEPEDIA · PAPÉIS Intermediação e contraparte não são sinônimos A entidade jurídica, a função contratual e a infraestrutura determinam onde cada risco realmente nasce. 1 Contraparte Pode inadimplir quando o contrato tem valorpositivo para a carteira. 2 Corretora Concentra acesso, ordens, conta e algunsserviços. 3 Bolsa ou local Organiza negociação segundo regras próprias. 4 Clearing e custódia Compensam, liquidam, registram e mantêm ativos. SELECIONE UM BLOCO PARA ABRIR O VERBETE
Identificar o papel jurídico e operacional vem antes de calcular a exposição.

Componentes da exposição

O replacement cost representa o valor positivo atual que seria perdido ou precisaria ser substituído. A exposição futura potencial estima quanto esse valor pode crescer antes do fechamento. Modelos também consideram vencimento, volatilidade, garantias e frequência de margem.

Um acordo de netting pode compensar contratos elegíveis dentro do mesmo conjunto jurídico. Colateral reduz a exposição se for válido, disponível e liquidável. Nenhum dos dois elimina risco de disputa, atraso, gap ou concentração.

Wrong-way risk e clearing

wrong-way risk quando a exposição aumenta justamente quando a qualidade da contraparte piora. Uma proteção ligada ao mesmo setor da contraparte é um exemplo possível.

Uma CCP substitui relações bilaterais por exposições centralizadas e aplica margem, default fund e procedimentos de gestão. Isso transforma e mutualiza parte do risco; não o faz desaparecer.

Controles

Mapeie entidades legais e netting sets; meça exposição atual e futura; confira colateral e concentração; estabeleça limites; monitore qualidade de crédito; teste atrasos, disputas e default. A corretora pode ser contraparte em certos arranjos, mas o nome comercial sozinho não revela o papel.


Momento do default

A exposição não é fixa: pode crescer entre a última chamada de margem e o encerramento. O período de risco de margem, o tempo necessário para substituir contratos e a liquidez do colateral influenciam a perda. Em default, custos jurídicos e operacionais podem impedir uma compensação imediata.

Limites devem ser agregados por entidade e por grupos conectados, sem presumir que subsidiárias ou garantias sejam equivalentes. Documentação jurídica precisa sustentar o netting; uma compensação econômica sem execução legal válida não reduz a obrigação da mesma forma.

Fontes

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