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Drawdown máximo

Maior perda observada entre um pico anterior e o vale seguinte de uma curva de riqueza, dependente do percurso, da janela e da avaliação.

Para quem é esta página — Para quem deseja medir a pior perda histórica ao longo da trajetória da riqueza e distinguir profundidade, duração e tempo de recuperação.

O drawdown máximo (MDD) é a maior queda observada entre um pico anterior e um vale posterior em um intervalo definido. É uma medida dependente do percurso: duas sequências com os mesmos retornos médios e a mesma volatilidade podem ter drawdowns diferentes porque a ordem dos resultados muda.

O MDD pode ser expresso como perda percentual negativa ou como magnitude positiva. A convenção de sinal deve ser declarada. A medida não estima automaticamente a perda futura nem constitui um limite operacional; ela é o pior episódio contido na série, sob os preços, fluxos, custos e frequência de avaliação utilizados.

Anatomia de um drawdown Pico, vale e recuperação descrevem a profundidade e a duração do percurso Anatomia de um drawdown Pico, vale e recuperação descrevem a profundidade e a duração do percurso Magnitude positiva: Dₜ = 1 − Vₜ / maxᵤ≤ₜ(Vᵤ) ; |MDD| = maxₜ(Dₜ) pico anteriorvalepico recuperadoprofundidadeduração Marca d'água máxima O máximo anterior só é atualizadoquando o valor da carteira o supera. Profundidade A perda percentual depende da série, damoeda e do tratamento dos fluxos decaixa. Duração Tempo do pico à recuperação: informaçãodiferente da profundidade. Cyclepedia · diagrama educacional: declare convenções, período e dados
Profundidade e duração são coordenadas diferentes: a recuperação só termina quando a curva supera o pico anterior segundo a convenção adotada.

Fórmula sobre a curva de riqueza

Com riqueza Wₜ e máximo anterior:

Mₜ = max(W₀, W₁, …, Wₜ)

o drawdown percentual com sinal é:

DDₜ = Wₜ / Mₜ − 1

e o drawdown máximo com sinal no intervalo é:

MDD = minₜ DDₜ

Quando se apresenta a magnitude positiva, usa-se |MDD|. Com retornos periódicos e sem fluxos não contabilizados, a curva é construída por Wₜ = W₀ × ∏(1+rₜ). Um acumulado obtido por simples soma pode gerar outro percurso.


Pico, vale, duração e recuperação

Um episódio de drawdown inclui ao menos:

  • data e valor do pico;
  • vale posterior;
  • profundidade percentual ou monetária;
  • tempo do pico ao vale;
  • tempo total abaixo do pico;
  • data de recuperação, se houver;
  • perda ainda aberta no fim da amostra.

Duração do drawdown pode significar o intervalo do pico até a recuperação ou apenas a fase de queda: as definições não são iguais. O relatório deve especificá-las. Uma queda breve e profunda e outra mais rasa, porém plurianual, podem criar problemas diferentes de liquidez, comportamento e passivos.


Retornos, fluxos e avaliações

O cálculo exige uma curva coerente. Aportes e retiradas não são retorno e não devem aparecer como ganho ou perda. Para comparar um gestor, podem ser necessários retornos ponderados pelo tempo; para descrever a experiência monetária do investidor, pode ser útil um retorno ponderado pelo dinheiro. O drawdown da riqueza pessoal e o do histórico do gestor respondem, portanto, a perguntas diferentes.

Outros elementos relevantes:

  • dividendos e cupons no total return;
  • corretagens, taxa de gestão e taxa de performance;
  • moeda-base e proteção cambial;
  • preços intradiários, diários ou mensais;
  • valores estimados, defasados ou ilíquidos;
  • chamadas de margem, liquidações e saldos negativos.

Uma série mensal pode não captar um vale intramês. Avaliações suavizadas podem reduzir artificialmente a profundidade e a volatilidade.


Dependência da janela

A magnitude |MDD| aumenta ou permanece igual quando a mesma amostra é ampliada, pois surgem oportunidades para episódios piores; na convenção com sinal usada aqui, MDD diminui ou permanece igual. Comparar uma estratégia de três anos com outra de vinte sem alinhar os intervalos favorece o histórico mais curto. A data inicial também pode alterar pico e vale.

O trabalho de Magdon-Ismail, Atiya, Pratap e Abu-Mostafa analisa o drawdown máximo de um movimento browniano com drift e mostra que seu comportamento esperado depende de horizonte, drift e volatilidade. É um resultado sob um modelo específico, útil para compreender a dependência da janela, mas não para multiplicar mecanicamente o MDD de um backtest por um fator universal.

Não existe regra geral segundo a qual o drawdown ao vivo será 1,5 ou 2 vezes o histórico. Um intervalo de incerteza requer modelo, hipóteses e testes de estresse documentados.


Exemplo

Uma curva hipotética passa de 100 para 125, cai a 90 e depois sobe a 130. O pico anterior ao vale é 125:

DD = 90 / 125 − 1 = −28%

Do vale em 90, é necessário um retorno de 125/90 − 1 ≈ 38,89% para recuperar o pico, e não 28%. A alta posterior até 130 encerra o episódio. Se houvesse um aporte antes de 130, o cálculo precisaria separar o fluxo do desempenho.


Uso correto

O MDD é útil para:

  1. descrever a pior experiência da amostra;
  2. comparar cenários e trajetórias na mesma janela;
  3. avaliar liquidez e capacidade de sustentar o mandato;
  4. construir métricas como o índice de Calmar;
  5. verificar se um backtest esconde períodos submersos incompatíveis com seu objetivo.

Ele não mede frequência dos drawdowns, perda média, cauda além da amostra ou probabilidade de repetição. Acompanhar a métrica com distribuição completa, durações, cenários, volatilidade, Expected Shortfall e liquidez reduz a dependência de uma única observação extrema.

Erro comum — Tratar o MDD histórico como a maior perda possível. Ele é o menor ponto observado na série disponível; uma nova trajetória pode produzir um episódio mais profundo ou mais longo.


Fontes

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